Cinco sugestões para descobrir o Inverno na serra da Estrela além da neve

A serra da Estrela é muito mais do que a neve e a Torre. Com o manto branco a rarear, fomos descobrir outros motivos para regressar à “montanha de Portugal” – no Inverno ou noutra altura do ano.

Foto: Mário Cruz

“A serra da Estrela é muito mais do que a neve, e muito mais do que a Torre”, sublinha Emanuel de Castro, coordenador executivo do Estrela Geopark, numa frase que se repetirá a cada nova conversa. “Pensar que a serra da Estrela é só aquele planalto é muito redutor. Vai desde a Guarda até quase à serra do Açor”, lembra. Classificado como parque natural em 1976, conta com mais de 81 mil hectares de extensão, e altitudes que vão dos 400m aos 1993m. Com o manto branco sobre o topo da montanha a tornar-se cada vez mais raro, fomos descobrir outros motivos para regressar à serra da Estrela, mesmo sem neve.

De caminhadas na natureza ao conforto das aldeias, das levadas ao fulgor das cascatas, do topo ao sopé da montanha, razões não faltam para desfrutar do Inverno na serra da Estrela. Estas são apenas cinco sugestões, que não se esgotam na estação mais fria do ano – para redescobrir a serra da Estrela já numa escapadinha de Carnaval ou Páscoa, ou guardar para desbravar a natureza da região com temperaturas mais amenas.

Reconhecer a influência dos glaciares na paisagem

“Há 30 mil anos, tudo isto estava coberto de gelo”, aponta Emanuel de Castro. Estamos sensivelmente a meio do vale glaciar do Zêzere, “o mais impressionante” dos sete existentes na serra da Estrela, com um perfil que o glaciar esculpiu até formar um “U” aberto. Durante o período máximo da última glaciação, há 30 mil anos, a acumulação sucessiva de neve e gelo formava uma enorme e pesada massa gelada que preenchia todo este vale, desde a Torre até “mais ou menos onde hoje começa a vila de Manteigas”. Tinha “cerca de 11 quilómetros de extensão” e uma espessura de “340 a 350 metros”.

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