Do resgate de caminhos rurais nasceu um festival de caminhadas

A classificação de mais de cem caminhos rurais em Santa Bárbara de Nexe, Faro, foi o primeiro passo para a criação dos únicos trilhos homologados no concelho e, agora, um festival de caminhadas.

Foto: Duarte Drago / PÚBLICO

Chamam-lhe caminho “centenário” porque “mesmo as pessoas mais antigas não se lembravam de alguma vez ter passado por aqui”. Algures no tempo, deixara de haver quem atalhasse por esta vereda entre campos agrícolas, e a natureza fora reclamando lugar, ocupando esta fronteira de ninguém até não restarem vestígios do velho caminho, nem na memória do povo. “Era mato cerrado”, recorda Sérgio Martins, presidente da Junta de Freguesia de Santa Bárbara de Nexe, no concelho de Faro.

Durante o trabalho de identificação dos antigos caminhos rurais, a partir do cadastro rústico do município e das cartas militares, descobriram que teria havido ali um carreiro e, “sacos e sacos de lixo” depois, vemos agora abrir-se discretamente, a partir da estrada, uma vereda “lindíssima”, que vai serpenteado ao longo de cerca de 700 metros por entre valados antigos e autênticos muros de pedra de ar recente e aprumado, que sobem acima das nossas cabeças por momentos, cruzando oliveiras, medronheiros, rebanhos e campos verdes pintalgado de erva-azeda. Não vemos mais que pedras e natureza.

“É uma coisa fabulosa”, vai repetindo Filomena Correia, técnica do departamento de desporto do município, responsável pela componente administrativa das três Pequenas Rotas (PR) da freguesia. A vereda bucólica faz parte da PR3 (dez quilómetros), um trilho que passa também pela aldeia de Gorjões e sobe às ruínas dos moinhos do Morgado. “É o meu preferido”, confessa Filomena. “Anda-se aqui em zonas e veredas espectaculares, é mais campo. É mesmo bonito.”

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