Patrícia Miguel Dias: isto não é uma padaria, é mudar o mundo à Bruta

Faz pão em casa para vender em Coimbra, de massa mãe e farinhas biológicas. Mas a Bruta, e a padaria Brutalista, é mais do que isso: é falar de agricultura e saúde para gerar mudança, pão a pão.

Foto: Adriano Miranda / PÚBLICO

Entre a máquina de lavar roupa, uma bicicleta e cartazes de filmes, estende-se uma micro-padaria. Estantes industriais, fornos, frigoríficos, caixas, e formas, tudo foi escolhido a dedo para encaixar num puzzle múltiplo medido ao milímetro, de forma a rentabilizar ao máximo o espaço e os equipamentos. Abre-se o portão da garagem para entrar mais luz e avista-se uma panorâmica fabulosa sobre Coimbra. “Não faço um grande negócio com isto. Começou como uma brincadeira, e quase como uma brincadeira continua.”

Patrícia Miguel Dias tem 49 anos e uma vida na arquitectura. Tinha um ateliê com o ex-marido, fazia projectos, dava aulas. A Padaria Brutalista nasceu quase como “uma procrastinação funcional de um doutoramento que estava a fazer”, confessa. “Já tinha imenso trabalho feito, só que não estava a conseguir acabar aquilo, estava a ser extremamente angustiante, então isto também foi uma fuga”, conta, enquanto vai acrescentando vapor no forno, verificando temperaturas, tirando pães, desenformando-os e fazendo novas fornadas.

Tudo começou em finais de 2019, com uma simples tosta de abacate e chili fumado num café em Matosinhos. “Fiquei completamente fascinada pelo sabor, fui perguntar-lhes e disseram-me que era pão de massa mãe”, recorda. “Vim para Coimbra a pensar que queria fazer pão de massa mãe e que ia fazer aquilo de um dia para o outro, como quem faz um bolo”, ri-se. “Era mesmo a minha expectativa, completamente ingénua e de quem não sabia o que era massa mãe.”

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